Uma análise das percepções de diretoras de creche sobre as melhorias da qualidade do berçário

Autores

  • Lucilene Ferreira Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Paulo Sergio Garcia Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Palavras-chave:

Educação. Qualidade na educação infantil. Berçário. Avaliação da qualidade. Diretores

Resumo

Este estudo tem o objetivo de analisar as percepções de um grupo de diretoras de creches sobre a melhoria da qualidade do berçário. Para coleta de dados foi elaborado um questionário qualitativo. Os resultados mostraram que as diretoras consideram várias questões para melhoria da qualidade dos berçários. Entre elas, a melhoria da infraestrutura, da formação de professores e de diretores, da mediação do diretor, na aproximação entre família e creche, nas ações das autoridades educacionais. Uma questão preocupante trata-se do fato de que as profissionais não reconhecem a melhoria do espaço social como condição para a melhoria da qualidade do berçário. Esse achado se constitui em uma parte relevante desta pesquisa, pois situa a creche como única responsável pela formação e pelo desenvolvimento de bebês e crianças. Os dados deste presente estudo podem ser utilizados no contexto de formação inicial e continuada.

Palavras-chave: Qualidade na educação infantil. Berçário. Avaliação da qualidade. Diretores

Biografia do Autor

Lucilene Ferreira, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Pedagoga. Mestrado em Educação pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (2020)

Paulo Sergio Garcia, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (2011). Pós-Doutorado (2015) com a realização de estudos em escolas no Brasil e na Itália. Professor titular da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (Departamento de Educação) e coordenador do Projeto de Observatório da Região do Grande ABC Paulista, onde desenvolve pesquisas ligadas às escolas públicas, às avaliações educacionais, políticas educacionais.

Referências

BARBOSA, M. C. S. Por amor & por força: rotinas na Educação Infantil. 2000.Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, 2000.

BARBOSA, M. C. S.; HORN, M. G. S. Organização do espaço e do tempo na escola infantil. In: CRAIDY, C.; KAERCHER, G. E. Educação Infantil. Pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001, pp. 67-79.

BONDIOLI, A. (org.). O projeto pedagógico da creche e sua avaliação: a qualidade negociada. Campinas: Autores Associados, 2004.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. — Brasília: MEC, 1998a.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil. Brasília:MEC, SEB, 2006, vol.1 e vol.2.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Presidência da República, 2009.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Brasília: MEC/SEB, 2009.

BRASIL. Ministério da Educação. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. 2.ed. Brasília: MEC, SEB, 2009.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Indicadores da Qualidade na Educação Infantil. Brasília: MEC, SEB, 2009.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CNE/CEB nº 7/2010. Brasília: MEC, SEB, 2010.

BRASIL. Lei no 9.394/1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, DF: Senado Federal: Coordenação de edições técnicas, 2017. 58 p.

CAMPOS, M. M. Entre as políticas de qualidade e a qualidade das práticas. Cadernos de Pesquisa. São Paulo, v.43, n.148, p.22-43, 2013.

CAMPOS, M. M. et al. A qualidade da educação infantil: um estudo em seis capitais brasileiras. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 41, n. 142, p. 20-54, 2011.

CAMPOS, M. M.; FULGRAFF, J. & WIGGERS, V. A Qualidade da Educação Infantil Brasileira: alguns resultados de pesquisa. Cadernos de Pesquisa, [s.l.], v. 36, n.127, p. 87-128, 2006.

COSTA, V. R.; GARCIA, P. S. Diretores e gestão democrática: um estudo sobre as possibilidades e os desafios. Contribuciones a las Ciencias Sociales, v. 12, p. 1-16, 2019.

CHIZZOTTI, A. A pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais: evolução e desafios. Revista Portuguesa de Educação, Braga, Portugal, v. 16, n. 002, p. 221-236, 2003.

CORRÊA, B. C. Considerações sobre qualidade na educação infantil. Cadernos de Pesquisa, [s.l.], n. 119, p. 85 - 112, 2003.

CUNHA, R. C. O. B.; PRADO, G. V. T. Formação Centrada na Escola, Desenvolvimento Pessoal e Profissional de Professores. Revista de Educação PUC-Campinas, Campinas, n.28, p.101-111, 2010.

CURY, C. R. J. Gestão democrática da educação: exigências e desafios. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, [s.l]., v. 18, n.2, 2002.

DOURADO, L. F.; OLIVEIRA, J. F. de. A qualidade da educação: perspectivas e desafios. Cadernos Cedes, Campinas, v. 29, n. 78, p. 201-215, 2009.

DUARTE, F. Professoras de bebês: as dimensões educação que constituem a especificidade da ação docente. 2011. 288f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2011.

FINK, A. The survey handbook. Thousand Oaks, CA: Sage, 2003.

FOCHI, P. S. A Documentação Pedagógica como estratégia para a construção do conhecimento praxiológico: o caso do Observatório da Cultura Infantil -OBECI. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.

FOCHI, P. S. Afinal, o que os bebês fazem no berçário? Comunicação, autonomia e saber-fazer de bebês em um contexto de vida coletiva. Porto Alegre: Penso, 2015.

FULLAN, M. The Principal: Three keys to maximizing impact. San Francisco: Jossey-Bass, 2014.

FUSARI, J. C. Formação contínua de educadores na escola e em outras situações. In: BRUNO, E. B. G.; ALMEIDA, L. R.; CHRISTOV, L. H. S. (Org). O coordenador pedagógico e a formação docente. 3. Ed, São Paulo: Loyola, 2009, p. 17-24.

GADOTTI, M. Qualidade na Educação: uma nova abordagem. Cadernos de Formação. São Paulo: Editora e livraria Paulo Freire, 2010.

GARCIA, P. S. Infraestrutura Escolar: Interface Entre a Biblioteca e as Possibilidades de Aprendizagem dos Alunos. Roteiro (UNOESC), v. 41, p. 587-608, 2016.

GARCIA, P. S.; PREARO, L. C.; ROMEIRO, M. C.; BASSI, M. S. Diretores de escola e gestão democrática na região do ABC Paulista. Política e Gestão Educacional (Online), v. 1, p. 87-107, 2016.

GARCIA, P. S.; MIRANDA, N. A. A gestão escolar e a formação docente: um estudo em escolas de um município paulista. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 12, p. 2210-2230, 2017.

GARCIA, P. S.; GARRIDO, E. L.; MARCONI, J. Um Estudo Sobre Da Infraestrutura Da Educação Infantil Da Região Do Grande ABC Paulista. HOLOS (NATAL. ONLINE), v. 1, p. 139-154, 2017.

GRIGOLI, J. A. G.; et al. A escola como lócus de formação docente: uma gestão bem-sucedida. Cadernos Pesquisa, [s.l], v. 40, n. 139, p. 237-256, 2010.

HORN, M. G. S. Sabores, cores, sons, aromas. A organização dos espaços na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

JANSEN, H. Paradigmas, v. 4, p. 39-72, 2012.

KAGAN, S. L. Qualidade na educação infantil: revisão de um estudo brasileiro e recomendações. Cadernos de Pesquisa, [s. l], v. 41, n. 142, p. 56-67, 2011.

LUCK, H. Dimensões de gestão escolar e suas competências. Curitiba: Positivo, 2009.

MOSS, P. Para além do problema com qualidade. In: MACHADO, M. L. A. (Ed.). Encontros e desencontros em educação infantil. São Paulo: Cortez, 2002. p. 17-25.

MYERS, R. Em busca da qualidade educacional na pré-escola: uma experiência mexicana. Cadernos de Pesquisa, [s. l.], v.41, n.142, p.100-115, 2011.

OBEDUCGABC. Observatório da Educação do Grande ABC. Relatório do primeiro trimestre. Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, 2015

OBEDDUGABC. Observatório da Educação do Grande ABC. Relatório do segundo trimestre. Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, 2017.

OLIVEIRA, R. P. O direito à educação. In: OLIVEIRA, R. P.; ADRIÃO, T. (Org.). Gestão, financiamento e direito à educação. 3. ed. São Paulo: Xamã, 2007. p. 15-41.

PARO, V. Gestão Compartilhada da escola pública. 4. ed., São Paulo: Cortez, 2016.

PARO, V. José Querino Ribeiro e o paradoxo da Administração Escolar. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, [s.l.], v. 23, n. 3, p. 561-570, 2007

PEIXOTO, E. M.; ARAÚJO, V. C. Educação de qualidade na educação infantil: quanto custará aos municípios capixabas esse direito a partir do PNE 2014-2024? Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, [s.l.], v. 33, n. 1, p. 241 - 259, 2017. ISSN 2447-4193.

PENN, H. Quality in early childhood services: an international perspective. Columbus: Mcraw Hill, Open University Press, 2011.

RIBEIRO, V. M; RIBEIRO, V, M; GUSMÃO, J. B. Indicadores de qualidade para mobilização da escola. Cadernos de Pesquisa, [s.l.], v. 35, n. 124, p. 227-251, 2005.

SANTO ANDRÉ. Câmara Municipal de Santo André. Lei Nº 9.723. Plano Municipal de Educação do Município de Santo André. Diário do Grande ABC, Santo André, 2015.

SOUZA, A.R. Explorando e construindo um conceito de gestão escolar democrática. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 25, n. 3, p. 123-140, dez. 2009.

XIMENES, Salomão Barros; OLIVEIRA, Vanessa Elias de; SILVA, Mariana Pereira da. Judicialização da educação infantil: efeitos da interação entre o Sistema de Justiça e a Administração Pública. Rev. Bras. Ciênc. Polít. Brasília , n. 29, p. 155-188, Aug. 2019.

ZABALZA, M. A. A Qualidade em educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998. 288 p.

ZABALZA, M. A.; CERDEIRINÃ, M. A. Z. A escola infantil como contexto de vida e de aprendizagens. Revista Pátio: Educação Infantil, ano 13, n. 43, 2015.

Downloads

Publicado

2021-09-13