O campo da Educação Ambiental
Cartografias Político-Pedagógicas e Epistemológicas
DOI :
https://doi.org/10.58422/repesq.2026.e1798Mots-clés :
Correntes Político-Pedagógicas, Currículo e Transversalidade, Epistemologias AmbientaisRésumé
O artigo analisa a constituição do campo da Educação Ambiental (EA) a partir de suas bases históricas, epistemológicas e político-pedagógicas, situando-o no contexto da crise socioambiental contemporânea. O objetivo geral é analisar criticamente a pluralidade de correntes da EA, mapeando suas concepções de meio ambiente, fundamentos epistemológicos e implicações pedagógicas, com ênfase nas tensões entre abordagens conservadoras, críticas e pós-críticas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e analítico, fundamentada em revisão sistemática e crítica da literatura nacional e internacional, a partir da cartografia teórica das correntes de Educação Ambiental, especialmente com base em autores clássicos e contemporâneos do campo. Os resultados evidenciam que a EA se constitui como um campo plural, não homogêneo e marcado por disputas teóricas e políticas, no qual coexistem perspectivas tecnicistas, conservacionistas e abordagens críticas, decoloniais e pós-críticas. Conclui-se que as correntes críticas e pós-críticas apresentam maior potencial emancipatório ao problematizar as causas estruturais da crise ambiental, valorizar a diversidade de saberes e promover práticas educativas comprometidas com a justiça socioambiental, a participação política e a transformação social.
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