Gestión escolar y militarismo en Acre

riesgos para la formación democrática y la pertenencia territorial

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.58422/repesq.2025.e1823

Palabras clave:

Gestión Escolar, Militarización de las Escuelas Públicas, Educación en Acre

Resumen

Este artículo busca analizar las políticas de gestión escolar en el estado de Acre, establecidas entre 2016 y 2019. Mediante un enfoque cualitativo y documental, analizamos las disposiciones legales que regulan tres formas de gestión: democrática, militar y cívico-militar. La problematización, desde la perspectiva conceptual de Paulo Freire, se centra en la tensión entre la gestión democrática y la militarizada en Acre, que alberga gran parte de la selva amazónica y una población con raíces históricas y culturales marcadas por la presencia de grupos étnicos indígenas y flujos migratorios. Concluimos que la gestión militarizada implica la pérdida de la diversidad cultural y socioambiental, con implicaciones para la educación estudiantil. La Carta de la Tierra se presenta como un referente ético y pedagógico, reconociendo el planeta como una comunidad interconectada y proponiendo la desmilitarización de la educación y la vida en sociedad.

Biografía del autor/a

Elisabete Campos, Centro de Estudos e Pesquisa Edgar Morin

https://orcid.org/0000-0002-2023-0714. betecampos@terra.com.br. Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Pedagoga e mestre em educação. É membro da Teia Carta da Terra Brasi, da Associação Internacional Carta da Terra, da REDELUSO e do Centro de Estudos e Pesquisa Edgar Morin. Participa da equipe formativa do curso de especialização MEC/UFPI.

Pedro Gonçalves Mota , Instituto Federal do Acre

https://orcid.org/0000-0001-7713-4822. betecampos@terra.com.br. Doutor em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo. Graduado em Filosofia e Pedagogia. Docente do Instituto Federal do Acre.

Citas

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Publicado

2026-02-21

Cómo citar

Campos, E., & Gonçalves Mota , P. (2026). Gestión escolar y militarismo en Acre: riesgos para la formación democrática y la pertenencia territorial. EVISTA ELETRÔNICA ESQUISEDUCA, 17(47), 174–190. https://doi.org/10.58422/repesq.2025.e1823