Gestión escolar y militarismo en Acre
riesgos para la formación democrática y la pertenencia territorial
DOI:
https://doi.org/10.58422/repesq.2025.e1823Palabras clave:
Gestión Escolar, Militarización de las Escuelas Públicas, Educación en AcreResumen
Este artículo busca analizar las políticas de gestión escolar en el estado de Acre, establecidas entre 2016 y 2019. Mediante un enfoque cualitativo y documental, analizamos las disposiciones legales que regulan tres formas de gestión: democrática, militar y cívico-militar. La problematización, desde la perspectiva conceptual de Paulo Freire, se centra en la tensión entre la gestión democrática y la militarizada en Acre, que alberga gran parte de la selva amazónica y una población con raíces históricas y culturales marcadas por la presencia de grupos étnicos indígenas y flujos migratorios. Concluimos que la gestión militarizada implica la pérdida de la diversidad cultural y socioambiental, con implicaciones para la educación estudiantil. La Carta de la Tierra se presenta como un referente ético y pedagógico, reconociendo el planeta como una comunidad interconectada y proponiendo la desmilitarización de la educación y la vida en sociedad.
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